Por Sara Bonfim

É muito curioso como o Natal tem uma força tremenda na nossa cultura, ainda que fale mais sobre comprar e ganhar presentes, do que seu sentido original. Até porque Jesus nem teria nascido dia 25 de dezembro. Jesus devia ser pisciano, né gente? Nascido em fevereiro ou março.

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Interessante é o fato de Mitra, uma antiga divindade Persa, ter nascido de uma virgem no dia do Natal. Assim como Jesus, foi colocado em uma manjedoura. Mais além, teve 12 companheiros e realizou milagres. Dizem que Mitra, esse Deus bem mais antigo que Jesus e hoje já esquecido, deu sua própria vida para salvar o mundo, permaneceu morto por três dias e depois ressuscitou. Interessante, né? Ele ainda é chamado de “o Caminho, a Verdade e a Luz”.

Segundo Heródoto, Mitra era a Deusa Afrodite, a deusa do amor mais elevado. E Mitra, em seus primórdios, ainda na India Védica, traz em sua raiz etmológica as palavras “amigo” e “contrato”.

Poderíamos resumir, que com a possibilidade de amar ao próximo, da forma mais elevada (Afrodite) podemos estabelecer uma amizade, que se baseia em um “contrato” de respeito e cuidado (Mitra).

Esse é o maior exercício do Natal, afinal, encontrar a família inteira nem sempre é fácil. Respeitar seu limite e o do outro, amá-lo apesar de todos os defeitos e conseguir ser cordial, é uma tarefa e tanto. E Jesus fazia isso com maestria.

Sempre me lembro de que não se pode pedir para um bebê andar, antes de estar preparado para isto. O mesmo serve com a impaciência, diante da falta de consciência do outro. E vira e mexe, nós é que somos o bebê também.

Sara Bonfim é terapeuta, imagista e locutora. Faz atendimentos de tarot e apometria (presenciais e on line). No podcast “Tarot e Autoconhecimento com Sara Bonfim”, (Spotify) traz previsões semanais e outros assuntos relacionados. Acompanhe também via Instagram @bonfim.sara.
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